20 de dezembro de 2011

Doce destino

Era mágico, o teatro.
Era real, o show.
Ela estava ali no meio, fora do palco, como uma bailarina perdida na multidão.
Delicada e embriagada sorrindo para quem quisesse observá-la, na ponta dos pés.
Com a ponta dos dedos toquei naquela criatura. Não podia ser de verdade tanta pintura.
Era.
E eu só sabia o seu nome.
Ironia do destino ou coincidência?
Dias depois.
Lá estava a bailarina, num lugar tão comum para mim e tão estrangeiro para ela, num dia tão banal para ela e tão especial para mim.
Meu telefone tocou.
Aos prantos me embrulhei em seus braços desconhecidos buscando aconchego, e com a pureza de um anjo ela protegeu minha dor e me prometeu sorrisos.
Cumpriu!
Tem cumprido dia após dia.
Me fez acreditar em destino.
E que ele pode ter sabor e nome próprio.
O meu é doce... e tem o nome da bailarina!

(Lara Gay)

2 comentários:

Juh disse...

Adorei

Thaíza Araujo disse...

Adoreei! a forma com que você escreveu esse texto me lembrou do texto "Esperança" de Mario Quintana!
Adoreii!